considerações sobre o exercício 1
Antes de mais nada por que eu escolhi dentre tantas possibilidades os passos da forma como escolhi.
Se observarem bem já lanço de início a questão dos Chakras onde já foco o do terceiro olho. Utilizei também aspectos de visualização que não são simples para iniciantes e a velha e básica técnica de respiração que vai estar presente, de certo modo, em quase todos os exercícios e técnicas das mais variadas vertentes místicas.
exercício 01
estados alterados
O texto anterior Manual prático do Mestre - Ou alucinações da mediocridade foi feito com o objetivo de avaliar por uma certa ótica um ponto até muito simples. Apesar do tamanho do texto, em que eu poderia ter resumido bem mais, vi que assim eu chegaria num ponto sobre o xamanismo que pouco ou quase nunca tem sido tratado nos sites relacionados que é a maestria de indivíduos que propõem-se a guiar alguém. Por razão de pura lógica do movimento, sabemos bem que não há uma cartilha, como ocorre em fraternidades, que avaliam o indivíduo e os qualificam adequadamente. Por não possuir isso e muito menos um dogma reconhecer um mestre dentro das práticas mais naturais é um trabalho complicado. E facilmente poderemos nos ver diante de impostores, que por meio de substâncias específicas criam reações das quais estes não tem domínio algum para falar sobre. E por isso mesmo insisti que é mais saudável tratar todos por instrutores à tratá-los como mestres.
Manual Prático do Mestre - Ou alucinações da mediocridade
não há pecado... Estudo I
Li quase nada, não por que eu não quisesse, mas devido a hora tarde e ao jeito chato dele de insistir que está certo (possuidor da verdade), outro ponto péssimo do livro. Mas sabe quando a vida nos joga na cara ideias por meio de coisas das quais desprezamos? Pois bem, esse foi meu caso.
reativar ou não reativar
ideia e ação - novos pontos
Numa situação ideal podemos pensar que todas as ideias que se tornam ações são na verdade tais ações atuando em outro nível ainda. Como um bebê que ainda engatinha para depois vir a andar e correr. O que separamos pelos nomes ideia e ação na verdade é uma coisa só. Vamos chamar isso de ENT (entidade). Esse ENT é a fagulha que nos faz primeiro(aparentemente) pensar (mesmo que pouco) para depois vir a agir. E para entender esse ENT é preciso pensar que as ideias tem peso e força e são "algo" independente da nossa existência.
Energia e Realidade
Primeiro vamos pensar nos números: os números como são encarados por diversas vertentes esotéricas e místicas compreende em si um valor matemático e um significado metafísico. Partindo desse ponto de vista ao estudarmos cada número separadamente compreendemos um princípio de evolução. 2.a – Pitágoras (580 a 500 AC): 1 – Metafísica: O número é o princípio constitutivo das coisas. O número par representa o infinito, o ímpar o finito. Infinito e finito se unem pela harmonia. O universo é o cosmos. Pitágoras diz que os dois primeiros números são puramente metafísicos enquanto que a partir do terceiro percebemos a realidade. Em suma o terceiro número é o primeiro número a representar uma figura geométrica e portanto o primeiro número real.
passos descalços pela mente…
acorde sem medo
Segundo momento…
eleve o pensamento
Terceiro momento…
encontre em qualquer imagem um alento
Quarto momento…
misture-se ao devir
Quinto momento…
olhe para o mundo e pra si ao mesmo tempo
Sexto momento…
firme-se
Sétimo momento…
com as rédeas na mão direcione-se
Oitavo momento…
implique ideias e conflitos
Nono momento…
silencie-se
Décimo momento…
esteja pronto para tudo novamente…
Oráculos… a ação oracular…
Acúmulo de si mesmo…
Corro, passo o olhar ao redor. Recorro ao improviso que me assola o espírito. Permito ao espaço alargar-se ao infinito e ainda me vejo. Percorro os lugares que nunca fui, observo os detalhes dos mesmos e me afobo com olhar que me persegue… o meu olhar.
Acariciar as entranhas do universo requer um desapego quase inumano, desumano por assim dizer. Requer um fechar das pálpebras internas ao que acumulamos de nós o tempo inteiro. E esse acumular nos afoga enquanto parece nos afagar. 
Os dias se passam sem que compreendamos um detalhe absurdo para a razão: o saber sobre si, conhecer acerca do nosso eu é um preâmbulo para um estado incompatível em nosso mundo atual, que é o deixar-se de lado, que é o esquecer sobre si.
A pergunta que advenha desta afirmação é: e o conhecimento de si mesmo para que de fato serve?
Conhecer sobre si inicialmente lhe trará inúmeras afirmações acerca dos seus sentimentos para com familiares, amigos, amantes; das suas proficiências tecnicistas; das suas aptidões artísticas; das suas qualidades críticas; dos seus espaços cheios de algo a acumular-se e consequentemente de características típicas de um ser individual e faminto por mais e mais detalhes. Sendo assim, o substrato disso é o que chamamos indivíduo. O social aceita isso e o instiga… o moral critica e determina… o científico exemplifica questionando e enquadrando… o religioso julga dogmatizando.
Esse processo em suma é necessário e sempre será, visto que para manusearmos algo é necessário que saibamos antes o que é e para que serve, ou a que se refere. Sendo assim o conhecer acerca de si mesmo é em suma a primeira tarefa, pois não há como vencer algo que não compreendemos.
Pensando assim imaginemos um determinado indivíduo que já tenha alcançado esse conhecimento racional sobre si, mas ainda básico. Consegue claramente determinar seus gostos e suas qualidades com total facilidade. Por uma razão qualquer esse individuo busca ou alcança um estado intensificado de consciência, alcançando-o por meio de alguma prática mantrica, de meditação ou mesmo de uma planta de poder. Nesse
exato momento acontece um curto circuito no mesmo. O ato aparentemente inofensivo causa-lhe náuseas. Um conflito existencial se apresenta no mesmo instante, visto que tais práticas elevam ou tentam elevar sua consciência a um novo ponto dele mesmo. E o que se construiu sobre si até então tornar-se-á obsoleto? A sensação talvez lhe cause exatamente isso, mas isso em si não é real. Começa então a se permitir que se some mais e mais detalhes acerca dessa estranha individualidade. Compreendendo e aceitando, ato que aos poucos o torna cada vez menos o que era. Esse é um ponto crucial numa busca pelo real autoconhecimento. É quando se começa a ver-se e encarar-se pela primeira vez de fato. Se apercebe então que boa parte do que se acreditava já não é assim tão rígido. Se apercebe que boa parte das coisas que se afirmava sobre si não são tão válidas assim. O seu Eu começa então a sofrer uma mudança significativa e muito do de antes é reciclado.
Esse mesmo indivíduo então passa a conceber-se outro bem mais além do lugar de outrora. Mas isso ainda não consiste num autoconhecimento factual. Ainda há coisas a se perceber e principalmente agora quando se deu a possibilidade de avançar é que mais se compreende isso. Ele sente-se maior do que consegue ver, ele admite-se maior e busca.
Admitamos que por meio disto ele volte a buscar as experiências de outrora para assim voltar a se ver, voltar a se encontrar e assim poder acumular mais e mais detalhes a seu respeito. Vamos dizer que em meio a leituras variadas ele acumule ferramentas para avaliar, analisar aspectos e qualidades sobre si. Consegue assim digerir, processar muito mais informação a seu respeito que antes estava escondido, disfarçado em mecânicas massificadas. Ele então passa grandes períodos numa conjectura que lhe trás por fim conclusões e finalizações. Muitas das coisas de antes acabam agora completamente novas. Ele de fato não é mais o mesmo. Paradoxalmente ele de fato não é mais.
Esse processo como um todo não segue necessariamente essa estrutura, claro. Não evolui como linha reta e muito menos será igual para todos. Muitos de nós não estamos tão disponíveis para esse conhecer real e ficam na primeira etapa, onde conclusões racionalmente típicas estão de bom tamanho, já que servem muito bem para o meio em que vivemos. No entanto para esses outros insatisfeitos de fato há um desafio enorme se apresentando. Chega-se portanto no ponto crucial desse autoconhecimento que são as definições especulativas acerca de um todo ainda muito maior. O caminho não parece mais ter fim. Somos invadidos por um temor do infinito que assusta. Mas ai se encontra uma contradição.
Infinito em suma é algo sem dimensionalidade exata. Está além de uma mera métrica. Poderia ser encarado como “o espaço” tratado num post anterior.
O que acumulamos sobre nós é particularmente restrito. Está definido entre dois pontos por assim dizer. Faz parte do mundo dos “objetos” e é o que limita o espaço, ou o infinito.
O receio de encarar esse caminho que não tem fim apresenta-se primeiramente pela grande dificuldade de largar as definições que se conquistou sobre si. Os “objetos” que acumulamos são em suma a trava que nos freia. Colocar-se no ponto da sublimação destes mesmos objetos para encarar o espaço que há de fato em nós requer extrema gana e garra. E muitas vezes uma porta visualizada trancada quer dizer mais do que um simples devaneio.
Os sonhos portanto entram em profusão e expelem constantemente dicas acerca de nosso universo interior. Demonstram situações e reações das quais não compreendemos por completo. Há um pedido e um chamado ai, e tolo daquele que virar a cabeça e desistir de entender.
Provavelmente surgirá em sua mente uma dúvida de como tais imagens mentais são capazes de interferir no reino das causas segundas, ou em outras palavras no dia a dia. Na verdade não são as imagens que valem de fato, mas o que se esconde por trás delas. Decifrá-las é um desafio e tanto… extremamente recompensador.
Para invadir o reino interno precisamos antes de mais nada compreendermos certas estruturas que parecem definir o homem já a um bom tempo. Existem uma estrutura muito sensata acerca do homem que está abaixo:
Essa divisão demonstra que há no indivíduo uma mecânica simples de compreender, mas que na prática demonstra ser mais trabalhosa. O indivíduo enquanto acordado normalmente se encontra em Ruach. Todas suas mecânicas habituais estão ai e se processam ai. Em Nephesh encontramos as várias defesas do inconsciente que impedem que determinadas informações vaguem ao ermo ou que a alcancemos sem preparo. Isso pode parecer ruim, mas no fundo não é. Para alcançar tais informações precisamos de uma mente clara e muita vontade. Precisamos destronar Nephesh para abrirmos as portas de Neshamah e assim entrarmos em contato de fato com o que somos realmente.
O inconsciente inferior está mais presente do que pensamos. Ele está num preconceito tolo que temos, numa trava que nos impede de agirmos, num significado que está além do que o outro de fato quer passar. Destroná-lo é um ato de retirar-lhe o direito sobre o que vem e o que não vem à mente e em nenhum momento significa destruição do mesmo. Ele nunca será aniquilado e nem deve ser visto como inimigo e sim como um passo necessário.
Superando Nephesh invadimos portanto um universo de fato ilimitado. Há ainda divisões de Neshamah – acima - que demonstram de forma simples que alguma vezes nos deparamos com ela sem percebermos. Isso ocorre por que estamos em contato com o inconsciente superior mediado pelas travas do inconsciente inferior. Muitas vezes tais travas não impedem de fato e somos invadidos por uma energia nova.
O autoconhecimento portanto trás para o indivíduo resoluções acerca dos objetos que por intermédio de Nephesh não tomamos conhecimento. Ao acumularmos tais resoluções cada vez mais teremos menos coisas a nos preocupar, mesmo que em determinado momento tais coisas ainda voltem à mente, desta vez não terão a mesma intensidade e passaremos por elas como se nem existissem mais. Mas no fundo existem e permanecerão se encararmos sempre que os objetos são o importante de fato. Esse engano é natural, visto que passamos a vida inteira acumulando tais objetos, acumulando cada vez mais objetos, entupindo os ambientes de nossa casa, e impedindo como as paredes impedem, de ver que o espaço é o único importante. Quando formos tomados pela imensidão do espaço sem que de fato os objetos nos impeçam de ver além seremos portanto livres e poderemos realmente acreditar que alcançamos o autoconhecimento. Seremos menos instáveis, menos controversos, menos iludidos, menos preconceituosos, a menos que desejemos tais coisas por nós mesmos, mas isso é uma outra história sobre vontade que tratarei posteriormente.
meditação…
autoconsciência…
esse termo ficou na minha mente vendo um vídeo sobre a vida do Buda Siddhārtha Gautama. Observando a história me apercebi dos nomes das práticas e achei interessante pesquisar e falar a respeito.
Um dos estágios citados no vídeo é o estado Jana… é um estado de bem estar e felicidade. E pesquisando aqui encontrei o seguinte: A maior parte do nosso sofrimento vem da actividade pensante habitual. Se tentamos pará-la por termos aversão a pensar, não conseguimos, simplesmente continuamos e continuamos pensando. Então o importante não é vermo-nos livres do pensamento, mas compreendê-lo. E nós fazemos isto através da concentração no espaço existente na mente em vez de nos concentrarmos nos pensamentos.(…)Os janas ajudam a desenvolver a mente. Cada jana é um refinamento da consciência e, como um conjunto, eles ensinam-nos a concentrar a nossa atenção em objectos cada vez mais refinados. Através da plena atenção e da reflexão, não plena vontade, tornamo-nos bastante conscientes da qualidade e do resultado daquilo que estamos a fazer. Quando se pratica um jana após o outro, desenvolvemos a habilidade de manter a atenção em objectos cada vez mais refinados. Desenvolvemos grande habilidade nesta prática e experimentamos a graça que vem da absorção em estados cada vez mais refinados de consciência.
Ao meditar de forma correta podemos desenvolver em nós perspectivas e condições interessantes. E acredito que meditação é percebida de forma muito incorreta por nós ocidentais. Em um livro – O livro Orange – de Osho, em determinada parte ele fala que o ato de meditar é o ato de fazer nada. Isso provavelmente complica mais do que ajuda, visto que nós nos dedicamos muito justamente para impedir o nada. O pensamento não para e não sabemos lidar com ele de forma produtiva o que leva ao dhukka - sofrimento. Livrar-se do sofrimento não significa ficarmos apáticos à realidade, significa pararmos o desejo.
O desejo e a expectativa é o cerne de quase todos os nossos sofrimentos diante da vida, visto que se idealizamos indiscriminadamente provavelmente boa parte disso não ocorrerá, e se ocorrer não será idêntica à idealização. Essa expectativa diante das coisas nos prende e infelizmente nos direciona. Contudo é a partir do ato de observar todo o espaço envolvido ao pensamento que poderemos ter real idéia dele e do que ele interfere nas nossas vidas. E chegamos ao que se chama contemplação. Ato simples de olhar, ver, sentir tudo sem nos atermos aos significados dos mesmos… o que importa é o espaço e não o que nele se encontra, e como está no texto esse espaço é finito justamente por causa da nossa constante atenção aos objetos e não ao espaço em si. Se observarem o espaço é limitado pelas coisas. E perceber o espaço é em si um ato de escutar o silêncio. Termo que encontrei no mesmo texto citado acima. Ao perceber o espaço vago entre as palavras percebemos que o pensamento cessa. “Concentrando-nos no espaço entre os pensamentos passamos a ser menos apanhados nas nossas preferências no que diz respeito aos pensamentos. Então, se notarem que um pensamento de culpa, auto-compaixão ou paixão continua a surgir, podem trabalhar com isso desta forma – pensando nisso deliberadamente, trazendo-o realmente a um estado consciente e notando o espaço à sua volta.” Essa é uma atitude inteligente diante das coisas.
No entanto como meditar? No mesmo livro citado existem só roteiros para que compreendamos que aonde quisermos conseguiremos, mas alguns detalhes são importantes: olhos semicerrados, corpo relaxado e bem equilibrado, procurar não ficar deitado para que a meditação não vire cochilo, procurar não meditar com o estômago cheio de comida, procurar lugares onde você não será atrapalhado durante o ato, mesmo que o mesmo só dure alguns poucos minutos. limpar a mente ou o desejo, e permitir-se contemplar, ver sem pré-conceitos tudo o que há no instante.
Para mim a meditação esteve presente boa parte de minha vida, e auxiliou principalmente no que diz respeito ao conhecimento de mim enquanto indivíduo. Transitei entre a pura e simples contemplação para a visualização, e com o tempo distanciei-me naturalmente do ato por simplesmente não encontrar “momento” propício. O que mais percebi fora a alteração de humor e bem estar. Tinha muito mais disposição e mais calma diante das coisas, principalmente quando naturalmente aprendi a respeitar o pensamento, e fora nesses momentos em que soube lidar com a vida de forma mais produtiva.
Mas não adianta simplesmente absorver idéias… o mais importante é deixar-se meditar. Viver o ato… é dar um presente a si mesmo, visto que no momento em que o pensamento cessa… até o simples ato de respirar é prazeroso.
Mais um link sobre o assunto e com mais detalhes.
Mantra
O mantra é uma prática oriunda do hinduísmo, tendo uma prerrogativa de que tudo o que é mentalizado existe. Para entender isso basta pensar que todos os planos de existência são feitos de energia. Sendo assim a energia de alguns desses planos, os mais próximos do ser humano, sofre diretamente aquilo que falamos, pensamos, comemos, fazemos. Tudo o que é pensado intencionalmente por um período de tempo gera força. Essa força expande o pensamento como se ao vibrar o centro as periferias da energia em um dado momento começarão a vibrar na mesma proporção. Como uma oscilação na água causada por uma pedra. Assim sendo uma prática regular de mantralização é uma boa fonte de força. Já a qualidade dessa força é totalmente proporcional ao que se mantraliza.
Isso leva ao pensamento de que já praticamos isso sem percebermos. Durante o dia quantas vezes ao todo você fala que não consegue? Quantas vezes você pensa que é incapaz, ou está longe de ter o que quer, que não terá algo, que não chegará no lugar desejado? Isso tem o mesmo efeito do mantra. Contudo para sanar isso temos duas possibilidades:
1- vete todo e qualquer pensamento ou ação da qual resulte num significado que você não deseja
2- sempre que possível nesses momentos que o hábito se demonstrar indesejado mantralize o inverso.
Dicas interessantes para desenvolver seus próprios mantras:
Todo e qualquer mantra deve ser desenvolvido no tempo verbal presente. Não se deve utilizar o “não”. Se possível adicione imagens mentais ao ato de mantralizar criando assim um campo mais forte. Não adianta mantralizar sentido fome, cansaço, estafa ou algo do tipo. Procure os momentos onde a mente está menos atribulada. Antes do mantra procure relaxar o corpo e a mente. Esperar alguns minutos em silêncio pode ser benéfico. Todo e qualquer exercício vocal necessita de um período esquentando a voz – respiração de cachorro (inspirar e soltar rapidamente sem causar dor para esquentar o diafragma), Inspirar lentamente e quando for soltar o ar deixe a língua tocar os dentes de forma a fazer o som ou de “s” ou de ”z” também lentamente. A respiração deve ser diafragmática e não torácica. Escreva antes o mantra e decore-o para não se esforçar durante o mantra ao tentar lembra-se. Frases curtas, ritmadas e com rima são melhores e mais eficazes. Preste atenção as imagens que vierem sem sua vontade, elas podem já demonstrar algo relacionado ao que se deseja com o mantra. O mantra deve se tornar uma prática diária e que não seja chata. Se não consegue ou não gosta não adianta o esforço, melhor mesmo nesse caso, pelo menos, livrar a mente dos mantras negativos.
Sugestão:
Enquanto visualiza uma luz lhe banhando por inteiro: “É tanta força, é força é força. É tanta luz, luz, luz. É tanta vida que pulsa em mim, que pulsa em mim. Purificando-me, fortalecendo-me, elevando-me”
Ao finalizar para não sair de supetão do ato, procure voltar a respiração ao normal, abrir os olhos lentamente e se desejar junte as mãos como numa oração e agradeça a vida, ao TODO e a si mesmo, podendo fechar o processo com um “amém” ou “que assim seja” ou “hoje e sempre”! Namastê!
S.O.Q.C.
O ser UNO
Existe uma infinidade de concepções acerca do ser humano e uma em particular vale a pena ser observada. O homem em toda a sua extensão pode ser analisado sobre a seguinte ótica:
Temos três corpos distintos:
O corpo mental
O corpo astral
O corpo físico
Cada qual está relacionado diretamente com um plano específico de existência e por esse mesmo motivo interfere e é interferido pela mesma. Sendo assim as criações do plano mental causam repercussões no plano mental maior e por força da natureza recebem de volta na mesma intensidade uma carga do plano maior para o menor. Isso observa-se em cada um dos corpos. No entanto o que mais confunde nessa forma de observar o humano é que na realidade essa divisão não é restritiva. Ela não separa de fato o ser humano em três pedaços, mas sim exemplifica a natureza humana em três partes para entendermos o todo. Sendo assim uma alteração no plano mental causa portanto uma carga não somente nele, mas em toda a unidade humana. Por isso circunstâncias próprias do psiquismo humano causam tensões no corpo denso ao ponto de virem a ser perturbações que exigem a ingestão de medicamentos para saná-las ou aliviá-las. Isso demonstra portanto que o ser humano, de um modo geral, vive de forma insensata com ele mesmo ao relevar problemas de cunho psíquico ou sentimental no intento de demonstrar que o físico não será afetado.
No entanto cada um desses corpos podem ser desenvolvidos “separadamente”, se o indivíduo assim quiser. Ele ao trabalhar a atenção a determinadas gamas de frequencias restringe a atuação humana do todo para as partes, sendo qualquer parte desejada. Assim temos as sensibilidades de um modo geral demonstradas por místicos, religiosos, intelectuais, atletas, etc., que por intermédio de seu foco fortalece mais um corpo do que o outro. O que, para sublinhar a questão, não significa que os outros deixam de existir, visto que é impossível de fato dividir o humano literalmente. Causando assim, para todos os tipos humanos experiências específicas devido a sua área de atuação/atenção.
Partindo desse pressuposto o ser humano vulgar é um individuo que facilmente sente-se incompleto perante sua natureza maior. O que pode causar, não necessariamente causa, uma angústia diante da vida. Vida essa que se desenvolve sempre nos três planos e nunca num só.
Sendo assim existem várias correntes filosóficas que procuram demonstrar para o ser humano esse fato. Levando-o posteriormente a uma busca dessa unidade tríplice em sua essência, mas sempre uma unidade.
Ao buscar isso o ser humano enfrentará desafios relacionados a cada um dos planos, pois nada é dado ao homem que não se esforça para alcançar. Isso leva a um aforisma muito conhecido no ocultismo: conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses. Esse aforisma demonstra que uma identidade parcial, ou incompleta, “desconhecida”, é incapaz de compreender a circunstância que o circunscreve. É limitado enquanto ser vivente, e devido a isso vivenciará a realidade de forma limitada na mesma proporção.
Mas tolo daquele que se afobar nessa empreitada. Não adianta pular degraus nesse quesito. O ser humano nunca será completo de fato enquanto encarar a si e a tudo como uma experiência típica somente dos sentidos físicos. O que poderá levar portanto a uma necessidade de quebra de paradigma. E para que isso ocorra é necessário: experiência; observação; atenção; intuição; assimilação.
S.O.Q.C.

