primeiro ensaio argumentativo - Vida Morte

 

Estamos condenados ao movimento. (somos movimento)

Não existe qualquer coisa que esteja parada, ainda que diante de uma perspectiva temporal reduzida assim se apresente, tudo está em movimento. Senão dentro, muito provavelmente fora.

No corpo os fluidos ininterruptamente mantém-se em constante fluxo. E isso é o que caracteriza a vida, mas não somente isto. Mesmo na morte há movimento. E o corpo degrada-se peremptoriamente. Senão dentro, muito provavelmente fora.

CAOS

aglomeravam-se em algum ponto tudo e ainda continua. Mas não como afirmam ter sido com o Big Bang. Tudo, como numa sopa atritava-se freneticamente. Faíscas gigantescas arrasavam tudo por onde ocorriam. Os deuses estavam furiosos. Curiosamente esse não é o começo nem o fim do universo já que isso não existe. E estamos olhando o conjunto inteiro como se de fato fosse uma coisa só e não é. Olhando de fora assim até parece que nada faz sentido e a destruição é a única coisa lógica, não é? Já teve essa visão do todo? Uma quantidade enorme de situações e coisas acontecendo todas ao mesmo tempo. Sem razão aparente tudo se consome e se transforma. Luz e escuridão bailam no meio do nada, mas esse nada é só uma forma de compreender que todas essas coisas estão pairando suspensas numa malha fina chamada realidade. E que esse limite desta bolha gigante não existe de fato. Mas ainda continuamos a ver tudo isso como uma coisa só. Entretanto o nosso ponto de vista atual é errado, falso. Não conseguiremos sem auxílio da imaginação colocar-nos de fora dessa sopa, nós somos parte desta sopa e assim sendo o universo é onde tudo se aglomera. Contudo quando chegamos na borda, esta suposta borda se alonga para além de onde enxergamos e assim sempre será, pois o nada é parte do todo e é por isso que é impossível alcançar a borda já que ela não existe. E quando pensamos estar no nada, este nada é somente um pedaço, um pequeno pedaço cheio de coisas a desqualifica-la.

a arte da simplicidade

 

Estamos rodeados de brilhos a encher nossas expectativas. Os livros nos fazem crer que só o mais caro dos artefatos são úteis. Entretanto sem um sentimento real a magnetizar o objeto e a ação nada feito. É quando numa caminhada na mata a recolher alguns gravetos chegamos a fazer muito mais do que com alguma parafernália valiosa. A simplicidade é uma habilidade do olhar. Sem essa sensibilidade podemos deixar coisas importantes passarem despercebidas. Quantas e quantas vezes pensei em comprar um livro especial para faze-lo de meu diário. Entretanto nessa espera deixei de fazer o mais importante que era anotar minhas experiências e pensamentos. Nesse caso era muito mais útil utilizar qualquer caderno para isso, guardando com cuidado estes registros o resultado seria o mesmo.