elucubrações III


Reconectar-se não é uma tarefa simples. Não existe um USB espiritual. Mas até que ponto nos desconectamos?

Não pensar no trilho faz com que o trem descarrilhe? Ainda que não oremos nossas almas sofrerão o parto? Existe mesmo uma frieza espiritual? O que é espiritual?

e a velha adaptação?

o espírito de adaptação me alcançou lendo Papus e Eliphas. Desde então fiquei procurando formas e mais formas pra trazer isso pra minha realidade. A primeira vez que fiz algo concreto, que adaptei algo literalmente ao que penso foi um dia em 2006 onde peguei o pai nosso e modelei da forma como achei mais interessante. Sei que muitos talvez não curtam o resultado, mas não venho aqui descobrir se ficou bonito ou feio. O que quero mostrar é que não há limites quando o assunto é a verdadeira vontade.

Implicações dos translados adversos e nossos diários. O que acalentamos reciprocamente?

Sou feito de luz!
Uma luz implacável. Dinamizada pelas minhas alternações biológicas. Meu corpo pulsa luz!
Indelevelmente multiplicando-me em vibrações que se regem mutuamente.
O corpo não vem depois do eu Luz.
Nem mesmo a luz processa-se antes, no vácuo, para implicar na carne. Por isso tal luz é um sangue universal. Ele pulsa em fluxos maciços de via láctea. Por um intermédio dos corações materializados. Sejam este carne ou pedra.
O vento quando passa leva minha luz como poeira. Ela é fragmentária. Dissolve-se como intenções descuidadas. Agarrando as outras mentes que dela se apoderarem. Essa relação é eterna.